domingo, 12 de outubro de 2014


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Texto informativo sobre o Ebola - por Raphael Rangel



O ebola é um vírus da família dos filovírus que surgiu às margens do Rio Ebola, no Zaire (África). É um vírus intracelular obrigatório e tem sua replicação dada por RNA. Quando a maioria dos vírus invade uma célula, eles começam a criar RNA para replicação. A célula hospedeira, percebendo a invasão, começa a ativar defesas antivirais para a replicação parar, ajudando o corpo a se livrar da infecção. Até então, tudo bem só que o vírus ebola mascara a replicação do RNA, fazendo com que a célula hospedeira não reconheça o intruso. Uma das razões pela qual a cepa do vírus proveniente do Zaire é tão mortal é que as células do hospedeiro não dão resposta imunológica quanto é invadida. Isso se dá através de uma proteína que o vírus possui chamada de VP35 não infecciosa, ela é responsável por toda essa “inativação imunológica” que ocorre numa célula infectada. Seu poder de replicação é muito rápido, por isso após a pessoa apresentar os sintomas morre em questão de dias.
O vírus é transmitido por sangue e secreções (suor, lágrima, saliva), ou seja, contato direto com o paciente. O vírus NÃO É TRANSMITIDO PELO AR, e é muito pouco provável que ele sofra uma mutação para que seja transmitido dessa maneira. Ao entrar em contato com o Vírus o organismo leva até 21 dias para manifestar os sintomas, durante esse tempo o vírus está em estado de latência se propagando silenciosamente (NESSE MOMENTO O PACIENTE NÃO É INFECTANTE), quando se dá o primeiro sintoma ele já está num estado avançado onde o sistema imunológico já não é eficaz (NO PRIMEIRO SINTOMA O PACIENTE SE TORNA INFECTANTE).
Os sintomas são classificados em três momentos. Primeiro momento causando febre, tosse, dores de cabeça e dores musculares, perda de apetite. Num segundo momento, ocorrem vômitos negros, diarreias, dores abdominais, inflamação na garganta e dores no peito. Por último, a doença atinge o estágio de hemorragia generalizada, causando sangramento dos órgãos internos, pele, nariz e boca.
A prevenção se da através de histórico clinico, se o paciente teve contato com alguém supostamente infectado ou esteve nas zonas de contaminação. O principal é não ter contato com alguém infectado.
O diagnóstico é através de PCR (reação em cadeia de Polimerase), para agilizar o diagnostico foram adquiridos no Brasil primerings para que seja feito em tempo real que inclusive, além de ser mais rápido, serve para monitorar o paciente porque mede a carga viral quantitativa, se está diminuindo ou aumentando. Resultado em até 4h.
Não há tratamento especifico para o Ebola, há um medicamento em teste que o ZMapp que já foi usado em 2 Americanos e curou 100% a doença e também curou 18 macacos porém, ainda se encontra em testes. O medicamento consiste na combinação de anticorpos monoclonais, ou seja, gerado pela clonagem de uma única célula sendo ela um linfócito B (único capaz de produzir anticorpo), esses anticorpos além de serem clonados são imortalizados e introduzidos através de um soro no organismo onde produz sempre o mesmo anticorpo contra o agente patogênico, nesse caso o Ebola.


Autor: Raphael Rangel
Universidade Castelo Branco
Saudações Biomédicas.
Att, Biomedicina da Depressão


Rio de Janeiro, 10/10/14
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domingo, 24 de agosto de 2014


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Pesquisadores anunciam que dentro de 2 anos o Diabetes poderá ter cura


Uma doença que assola milhões de brasileiros e que mata uma pessoa a cada dez segundos no mundo por conta de suas complicações poderá estar próxima da cura. Pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e de  Auckland, na Nova Zelândia, que investigam o diabetes anunciaram que, dentro de dois anos, um novo medicamento poderá acabar de uma vezes por todas com este mal. 
O estudo aponta que as duas formas principais de diabetes são resultantes do mesmo mecanismo. No caso, o diabetes juvenil ou diabetes tipo 1 e tipo 2 são provocados pela formação de aglomerados tóxicos do hormônio amilina. Eles envolvem as células responsáveis pela produção de insulina, freando sua produção. A partir disso, os cientistas acreditam que a cura estaria associada ao desenvolvimento de um medicamento que combata a acumulação da amilina ou que dissipe os aglomerados tóxicos existentes.
Tanto a insulina como a amilina são produzidas pelo pâncreas e estas duas substâncias atuam juntas para regular a reação do organismo à comida. Porém, parte da amilina pode ficar depositada em torno de células do pâncreas, originando os aglomerados tóxicos que impedem a produção de insulina pelas células responsáveis, o que provoca o diabetes. 
De acordo com uma pesquisa divulgada no ano passado pelo ministério da Saúde, o diabetes cresceu 40% entre 2006 e 2012 no Brasil. Estima-se que ao menos 7,5 milhões têm a doença no país. Ainda de acordo com o levantamento, 75% dos brasileiros que sofrem de diabetes estão acima do peso. Obesidade e sedentarismo, além de fatores genéticos, figuram entre as causas da doença.

Fontes:
Universidade de Manchester
Journal of the Federation of American Societies
O Globo


(O texto é do site History)

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domingo, 17 de agosto de 2014


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Biomédicos em Ação - UNIPINHAL

Fotos enviadas por Rafael Santos (via Facebook)



Essa é a turma do 2º período do curso de Biomedicina do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (UNIPINHAL).

Quer participar do blog? Envie também a sua foto! Saiba mais clicando aqui
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sábado, 16 de agosto de 2014


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O que é a Síndrome Hemolítica Urêmica?

Em 2011 o mundo acompanhou a crise europeia da cepa de E. coli O104:H4. A infecção causa um conjunto de sinais e sintomas denominado Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU). Conheça mais sobre ela. 

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), é uma doença caracterizada pela trombocitopenia (contagem de plaquetas inferior a 150.000/mm3), anemia com sinais de hemólise microangiopática (alterações ao nível dos pequenos vasos sanguíneos) e lesão renal aguda evidenciada por hematúria, proteinúria ou aumento do nível sérico de creatinina. Pode cursar também com disfunções neurológicas e hipertensão arterial, em diversos graus, e há também a SHU típica e a atípica (SHUa).
 A síndrome atinge, sobretudo crianças entre os 6 meses e os 5 anos de idade, com incidência de 2,1 por cem mil habitantes por ano, causando insuficiência renal aguda durante a infância.

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domingo, 27 de julho de 2014


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Congresso Nacional de Biomedicina - Um sucesso!


Terminou hoje o 1º Congresso Nacional de Biomedicina! O evento que contou com a participação de grandes nomes da Biomedicina e da área da saúde, que trouxeram toda a sua experiência e conhecimento em forma de palestras.
O CONAB foi totalmente gratuito e online. Estudantes e biomédicos do Brasil e também de outros países tiveram o privilégio de acompanhar de perto o primeiro evento nacional online da Biomedicina. Foi com um prazer imenso que o Biomedicina em Ação apoiou a realização do evento e parabeniza ao Prof. Dr. Victor Proença e a todos os envolvidos pelo grande sucesso. Que o sucesso continue pelos próximos...


Se você participou do CONAB, deixe nos comentários como o Congresso acrescentou na sua vida profissional e acadêmica! 
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Aprenda jogando - Plague Inc: Evolved

Imagine uma pandemia. Imagine o mundo inteiro lutando pela sobrevivência da humanidade, e imagine que você é o responsável por isso. Um pesadelo! Mas é só um jogo.

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quarta-feira, 23 de julho de 2014


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IV Congresso Meio-Norte de Medicina Laboratorial (Teresina, Piauí)


Escolhida estrategicamente, a capital do Estado do Piauí, Teresina, sediará mais uma vez um dos maiores eventos de Medicina Laboratorial do Brasil. O IV Congresso Meio-Norte de Medicina Laboratorial - IV MEDLAB acontecerá no período de 30 de Outubro a 1° de Novembro de 2014, no Centro de Convenções Atlantic City.
Organizado pelo GPI Cursos e presidido pelo Dr. Rivelilson Mendes de Freitas, o Evento contará com uma moderna estrutura para receber seus convidados e participantes.
A Programação do Congresso será formada por Palestras, incluindo diversos temas da Medicina Laboratorial como Hematologia, Patologia, Microbiologia, dentre outras; Minicursos teóricos; Cursos práticos; Mesas redondas; Apresentação de Trabalhos Científicos; Encontros: I Encontro em Ciências Farmacêuticas e o I Encontro em Gestão e Qualidade Laboratorial; além da III Feira de Tecnologia, Produtos e Equipamentos Laboratoriais. O evento receberá ainda nomes importantes da área, como o Dr. Ulisses Tuma, Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC); o Dr. Marco Antonio Zonta, Membro do Novacyt-Conseil Scientifique (Paris- France); dentre outros.
O IV MEDLAB proporcionará também a seus participantes envio de trabalhos orais e em banner, com premiação para os melhores trabalhos.
No site do evento também é possível obter informações sobre pacotes de viagens para os congressistas dos estados vizinhos. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site www.gpicursos.com/medlab.
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terça-feira, 22 de julho de 2014


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Em busca da cura da Aids: cientistas conseguem expulsar vírus de uma célula pela primeira vez



Na semana passada o mundo se espantou com o acidente envolvendo os passageiros do voo MH17 Malaysia Airlines, na Ucrânia. Para a comunidade científica, a perda também fora grande pela morte de 100 pesquisadores que trabalhavam pela cura da Aids e estavam indo à Conferência Internacional sobre a Aids, em Melbourne, na Austrália.
Hoje o professor da Aarhus University, Ole Schmeltz Søgaard, anunciou na mesma Conferência em que estariam os pesquisares vítimas do voo MH17, a expulsão do vírus HIV de uma célula, pela primeira vez. Para isso, um fármaco utilizado no tratamento do câncer foi aplicado aos pacientes com o vírus. Observou-se em 5 dos 6 pacientes do estudo que o fármaco expulsa o vírus das células infectadas, e na corrente sanguínea, e destruído pelo próprio sistema imunológico.
Agora os cientistas pretendem associar este fármaco a outros, aumentando a eficácia do sistema imunológico, mas continuam cautelosos com relação a suas expectativas: “não é possível estipular datas para que a ciência encontre a cura e que, possivelmente, estamos há muitos anos de encontrar um método garantido”, como afirma Françoise Barré-Sinoussi, cientista francesa e presidente da AIDS International.


Matéria que foi capa Superinteressante no ano passado sobre o estudo do pesquisador Søgaard: A cura da Aids
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quinta-feira, 10 de julho de 2014


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Conquista: Prescrição Biomédica


Foi publicado ontem (09/07/2014), no Diário Oficial da União, a Resolução N 241, de 29 de maio de 2014, do Conselho Federal de Biomedicina, que habilita e regulamenta o profissional biomédico esteta a prescrever medicamentos e substâncias (incluindo injetáveis e lasers),  para fins estéticos, em consonância com a sua capacitação profissional e legislação vigente. 
Para que o biomédico possa fazer prescrições, deve ser habilitado legalmente em biomedicina estética, e deverá comprovar que no seu curso de pós-graduação constava as disciplinas de semiologia e farmacologia, e “demais recursos terapêuticos e farmacológicos” a serem utilizados na área.
O Art. 3º fala sobre o que deve constar na prescrição, e que a mesma “deverá seguir as instruções contidas na RDC 67” e “demais normas regulamentadoras da ANVISA”.

Minha opinião:
 
A área de biomedicina estética é, sem dúvidas, uma das áreas onde está focada grande polêmica, principalmente envolvendo a classe médica, que tenta a muito custo impedir procedimentos e o profissional biomédico de atuar. Creio que essa é mais uma grande vitória para os biomédicos, e mesmo que não esteja envolvida com a área estética, admiro a luta dos profissionais que se sentem atraídos por ela, já que temos total condição de exercê-la.
Eu discordo, e novamente digo que aqui é uma opinião pessoal, que continue essa exigência do Conselho de somente 500 horas de estágio para a habilitação na biomedicina estética, que agora com a prescrição, dobrou a responsabilidade nas mãos dos profissionais. Concordo obviamente com a pós-graduação e com a prova de título, desde que o estágio seja com carga horária superior à exigida atualmente. Entretanto, o que me alegra é que vejo que os biomédicos que buscam essa área têm plena consciência da responsabilidade e procuram sempre uma boa qualificação, com pós-graduação e inúmeros cursos de especialização.
Sendo assim, fico imensamente feliz por essa vitória merecedora, de profissionais que estão aptos a exercerem a profissão e continuarão a atender brilhantemente os seus pacientes.


Para ler mais sobre: JusBrasil
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segunda-feira, 30 de junho de 2014


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Portadores do vírus HIV são menos suscetíveis ao vírus da gripe A, diz estudo do IOC

Título do artigo na Plos One - 30/06/2014

Hoje (30), foi pulicado na revista científica Plos One, uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), sobre a susceptibilidade de portadores do vírus HIV em relação ao vírus da gripe A, o H1N1. O pesquisador Thiago Moreno explica que pacientes infectados pelo HIV são menos suscetíveis ao H1N1, o que é uma surpresa, já que esses pacientes apresentam-se em condição de imunocomprometimento, assim como portadores de cânceres ou transplantados. Ao contrários destes, os pacientes com HIV “não tiveram uma maior gravidade quando infectados pelo H1N1”, durante a pandemia de 2009.
Isso pode ser explicado pelo fato de que o vírus HIV inibe a replicação do vírus H1N1, expressando fatores de restrição, em especial uma proteína chamada IFITM3. “É como se o HIV se protegesse para que aquele organismo não fosse infectado por outro vírus, que iria competir com ele pela mesma célula”. As células demonstradas no estudo em que ocorre tal fenômeno são as células epiteliais do trato respiratório e os macrófagos, sendo as primeiras o principal local de replicação do H1N1.
"O HIV não infecta essas células. Mas partículas de HIV podem entrar em contato com a superfície dessas células. Isso basta para induzir essa resposta de aumento de IFITM3, que bloqueia a entrada de Influenza na célula", explica o pesquisador.
Além disso, a infecção estimula o recrutamento de células imunológicas, como os macrófagos “que são células suscetíveis tanto ao HIV quanto ao Influenza. E mesmo nessas células, a infecção pelo HIV leva a esse aumento do fator de restrição IFITM3, que bloqueia a entrada do Influenza, e a chegada do material genético do Influenza ao núcleo da célula", afirma.
A ideia agora é encontrar a porção da proteína IFITM3 que induz tal resposta, para que novas terapias para a gripe A e outras doenças como a dengue e a febre do Nilo, possam ser desenvolvidas.

Fontes: INFO e Folha Vitória. 

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